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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Falta 1 semana



É isso! Nesse horário (23:47), daqui a uma semana, eu já estarei no voo de São Paulo pra Madri. Tem uma música que fala algo dessas cidades, não tem?

Ainda tenho algumas (nem tão poucas) coisas pra resolver, e algumas (muitas) dúvidas pra tirar. Sim, eu sei, está em cima da hora, mas essa semana já está incrivelmente pequena pra caber o que tenho que fazer, pensar, planejar, etc.

Vambora que tá chegando!

sábado, 2 de maio de 2015

Comprando euros (e a situação geral do país)


Plantando euros, porque não está fácil pra ninguém...


Aviso: Esse post também fala sobre política. Se você: (1) acha o assunto chato e não quer nem ouvir falar sobre, (2) toma qualquer discussão a respeito com uma postura de torcedor fanático polarizada do tipo "nós versus eles", ou ainda (3) é simpatizante das ideias "autoritárias" de senhores como Jair Bolsonaro, eu recomendo FORTEMENTE que não leia esse post, desligue o computador e se mate leia um livro.


Assim que a ideia de intercambio pra Irlanda já estava mais ou menos certa na minha cabeça (em meados de Outubro de 2014, ou seja, antes mesmo do resultado das últimas eleições presidenciais), uma das primeiras coisas que me preocupei em avaliar era a cotação do euro no momento. Me recordo que meus cálculos sempre se basearam num valor final (ou seja, "euro turismo") por volta de R$ 3,20.

O que eu não esperava era acontecer a avalanche de coisas que ocorreram nos meses seguintes, que me fizeram assustar bastante sobre a situação do país, bem como no impacto direto disso no custo do meu intercâmbio (visto que muito do que precisei pagar aconteceu ainda nesse momento de "turbulência"). O que se iniciou como uma reviravolta na possibilidade de que a então presidentA antes estudanta, e quando foi mãe, lactanta perdesse as eleições no primeiro turno para Marina Silva, passando pela vitória de Dilma num segundo turno apertadíssimo com Aécio Neves, e sendo seguido por escândalos de corrupção revelados na época (o mais divulgado sendo o "petrolão") e ações pouco populares do governo pra conter a crise energética e estancar um buraco econômico (conhecido como "pacote de maldades", rs), trouxe uma animosidade geral pra população e para os "senhores investidores" que fazem a economia mundial girar, impactando em como as moedas internacionais são negociadas no país.

Resumindo um pouco a história, resolvi dividir uma parte em espécie, e o solicitado pela imigração em 2 cartões pré-pagos. Preferi não levar só um, pois dizem que há um limite de saque diário, e assim conseguirei ter o dinheiro pra depositar no banco irlandês mais rápido. O valor em espécie consegui por meio de um contato, e os cartões comprei pelos sites da Confidence e da Graco, um Mastercard e um Visa, e não tive maiores problemas. Até a data desse post ainda não adquiri todo o valor que pretendo levar, mas dos euros que comprei durante todo o mês de abril peguei cotações entre R$ 3,40 e R$ 3,50, ou seja, beeeeem acima do planejado. A única vantagem pra mim foi a baixa que ocorreu no final de janeiro (por uma ação consciente do Banco Central Europeu, ou seja, nada a ver com o Brasil, que fique claro), quando corri pra comprar o curso, como já citei aqui.

Estive e estou de fato preocupado em como as coisas estão e vão ficar no Brasil, e não quero soar como individualista e pessoa-que-só-olha-pro-próprio-umbigo, mas a ideia desse post no blog (de intercâmbio), até pra não ficar completamente off-topic, é justamente de entrelaçar como uma coisa impactou na outra. Com isso, me permitam um parêntese a respeito da situação toda no país.

O que mais me assustou durante todo esse período, foi o quanto (e como) as pessoas discutiram política. Já é dito popular que esse assunto não deve ser discutido, mas acho isso bobeira. O que aprendi nos últimos tempos, entretanto, é que deve-se escolher com quem ter esse tipo de conversa, ainda assim correndo o risco de errar (true story!). E nem entro na questão de discutir apenas com quem tem ideias parecidas com as suas, porque aí também é muito fácil.

Sempre acompanhei política como quem vê as noticias do dia, sem lá muita profundidade, mas sem ignorar completamente a situação corrente. A minha mudança, no entanto, veio durante os protestos ocorridos em 2013, onde (na minha opinião) uma onda de descontentamento geral tomou o país, tendo sido iniciada com os protestos pelo aumento das passagens na cidade de São Paulo e que, até por conta do momento e da visibilidade do país (estava pra começar a Copa das Confederações, evento que antecede em 1 ano a Copa do Mundo), a coisa eclodiu para o país todo. A partir desse momento, vi de fato as pessoas enxergando o tamanho do seu poder ("o gigante acordou!"), e era perceptível a sensação de "WTF?" dos políticos de todas as esferas Brasil afora. A cultura pacifista (ou seria "colonizada"?) do brasileiro nunca tinha sido colocada em xeque como estava ocorrendo, e a sensação de Basta! nas ruas (sim, eu vi pela TV, pelas redes sociais E pessoalmente) era motivadora. Nesse momento, o que eu mais queria saber era quais as possibilidades de ação a serem feitas, já que a sensação era que a hora era aquela, mas era preciso que algo acontecesse além do protesto (principalmente o digital, como essa entrevista da BBC ajuda a esclarecer). E nesse instante foi aí que percebi que eu entendia pouco de política, direitos e deveres na Constituição e coisas do tipo.

"Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente", diz a Constituição. Mas você sabe o que ela quer dizer com "exercer diretamente"? Sabe qual é a capacidade de atuação de cada um dos três poderes que compõem o nosso modelo democrático? Indo além, e trazendo para questões mais recentes, sabe em quais momentos pode se dar um impeachment, bem como quem assume o cargo numa situação dessas? Pois é, eu não sabia direito naquele momento. O que fiz, e tenho feito desde então, é tentar me informar. Estudar mesmo, desde sistemas, correntes e ideologias políticas, notícias vindas de diversas mídias e fontes, e tentar filtrar isso com o máximo de senso crítico que possuo. Não digo que alguém deva me copiar, até porque realmente acredito que meu interesse pelo assunto seja um pouco maior do que o das pessoas em geral, mas cara, o que não dá pra aceitar é ignorância. Acho que quase todo mundo tem alguns (pré?) conceitos sobre o assunto, principalmente em como aquilo vai afetar a sua vida e o seu bolso, mas acredito que é preciso mais, muito mais.

O que vi desde o momento em que se começou a falar sobre as eleições, se agravando quando elas foram encerradas, e juntando isso ao "escândalo do petrolão" e do "pacote de maldades", foi uma enxurrada de discussões e posicionamentos, no mínimo, carregados de ignorância. De uma hora pra outra formou-se uma polarização que não sei dizer até hoje se seria entre pobres e ricos, azul e vermelho, direita e esquerda, perdedores e ganhadores (e não seríamos todos hoje perdedores?). E qualquer pessoa que expresse sua opinião que de alguma maneira possa parecer pertencente "a um lado", automaticamente corre o risco de ser escorraçada "pelo outro lado". Junto disso, a perceptível necessidade atual das pessoas de se mostrarem tendo uma opinião formada sobre tudo, especialmente nas redes sociais, me levou de fato a não crer muito no futuro da humanidade. Há de se dizer, entretanto, que creio ter sido vital a possibilidade de uso de redes sociais em momentos como esse, assim como houve nos movimentos da Primavera Árabe e Ocupe Wall Street mais ou menos na mesma época. Poder acompanhar a utilização da tecnologia como apoio em ações como essas me deixa muito animado! Mas ver o quanto a desinformação misturada à pura vontade de "falar" pôde produzir incontáveis relatos de estrumes digitais me assustou como poucas coisas nesse mundo. Ah, e pelo menos comigo, nas discussões e relatos que presenciei pessoalmente ou acompanhei, incluindo aí os protestos de 2015 e os "panelaços", foram igualmente dignos de pena e vergonha alheia. Que se fique provado crime, que haja mais é cadeia mesmo! Mas enquanto isso não ocorrer (se é que de fato algum dia vai), saiba pelo que protestar, cara pálida. Impeachment e renúncia são coisas alcançadas por meios diferentes, onde sua revolta pode fazer muita ou (quase) nenhuma diferença.

Pra fechar, obviamente possuo meu posicionamento político, acredito que o governo atual (assim como qualquer outro no passado) tenha seus erros e acertos, e possuo meus argumentos sobre o que acho que é o melhor para o país e consequentemente pra mim. Mas se pudesse dar um conselho a todos além de dizer: use filtro solar seria: educação é a saída! Por mais clichê que isso possa parecer, a única forma de mudarmos o país é através do conhecimento! Se informe sempre, mas também crie uma maneira de processar o que ouve, lê, assiste. Enquanto a ignorância imperar, política for um assunto "chato demais", e ações cotidianas forem apenas visando a si próprio, iremos continuar no mesmo barco. Afinal, "O castigo dos bons que não fazem política, é ser governados pelos maus", segundo um tal de Platão :) .


PS: Como disse anteriormente, a ideia pra mim atualmente é discutir política com quem acho que devo. Assim, preferi deixar os comentários desse post desativados (nem sei se teria algum mesmo), por motivos de: (1) blog, ao contrário do Brasil, NÃO É uma democracia, e (2), não sou obrigado. Voltamos à nossa programação normal.

sábado, 25 de abril de 2015

Da teoria à pratica! Parte 3




Dentro das pendências restantes relacionadas ao intercâmbio, uma das mais importantes ainda era a compra da passagem. Comecei a olhar isso logo que fechei o curso, mas por uma triste coincidência era a época de um "boom" na cotação do dólar, e dessa forma resolvi esperar um pouco. Pra quem não sabe, a compra de passagens aéreas, independente da moeda destino, é sempre em dólar (pelo menos aqui no Brasil, segundo me consta).

Existem algumas companhias que possuem voos do Brasil pra Dublin (com escalas em diferentes países da Europa), mas novamente o fator $$$ falou mais alto. Fiz a cotação diretamente com a agência que fechei o curso, sempre na modalidade "passagem de estudante" (que basicamente permite remarcação da data de volta sem cobrança de taxa, além de alguns dizerem ser um pouco mais barata). Até tentei olhar por sites das companhias e pelo Skyscanner, além de uma verificada com uma outra agência, mas os valores sempre eram beeem maiores. Assim, logo depois do Carnaval, acabei resolvendo isso de vez. Passagens compradas (Gol e Ibéria) no sentido: BH -> São Paulo -> Madri -> Dublin, para o dia 12 de maio.

A escala em Madri vai ser rápida (pouco mais que uma hora e meia), e espero ser o suficiente. Na verdade era isso ou 6 horas indo pelo RJ. Tomara que dê tudo certo! Já me vejo correndo feito um louco no aeroporto pra não perder o voo.

Dentro do meu checklist de coisas a se fazer ainda vieram: comunicar no trabalho sobre minha saída, além de cumprir o mês seguinte referente ao aviso prévio (obs: meu Deus, como é bom se ver livre de algo que já não me agradava há tempos!!!); desfazer de algumas coisas pendentes antes da viagem; check-up médico e odontológico; compra de euros (falo mais sobre isso depois) e por último, mas não menos importante, a compra das malas.

Assim, o processo que se iniciou em Dezembro de 2014 está prestes a se concluir no início de Maio de 2015. O que há alguns meses era uma vontade louca, agora já é uma realidade. O que resta é contar as horas restantes e embarcar num novo momento, que trará recordações e impactos na minha vida como nada mais poderia trazer. Definitivamente não tem mais volta, então vem, Irlanda, que já tô de braços, mente e coração abertos pra te receber! Putz, que clichê!

domingo, 19 de abril de 2015

Da teoria à pratica! Parte 2




Feita a mudança de casa, após alguns dias (um mês aproximadamente), foi hora de começar a olhar as questões de curso, agência, passagens, etc. Apesar de ler sobre boatos de que fazer tudo por conta própria poderia sair mais barato (existem controvérsias), decidi procurar uma agência, mais pela comodidade e segurança mesmo. Apesar de pensar em novamente procurar agências físicas aqui em BH, vi que era prática comum de muita gente que ia pra Irlanda fechar com agências pela Internet mesmo, e resolvi seguir a mesma linha. Essa tal de internet é linda mesmo, gente! Mais ou menos como fiz na época em que estava procurando algo nos EUA, comecei a disparar e-mails pra várias agências de intercâmbio que encontrei e que sabia que trabalhavam com escolas em Galway. Devo ter entrado em contato com umas 20 agências no total, e a maior parte me respondeu rápido.

Até pelo que já havia lido, não tive nenhuma preferência por escola em Galway, já que aparentemente todas (GCI, Galway Language Centre a.k.a. Bridge Mills, e Atlantic Galway) são boas e possuem e selo ACELS, que dá certa segurança sobre a qualidade delas. Assim, o que guiou mesmo foram o $$$ e o custo/benefício. O valor em geral das cotações enviadas na época pelas agências era parecido (normalmente com a GCI um pouco mais cara, e a Bridge Mills, no curso da tarde, a mais barata, além de alguns valores exorbitantes considerando o "nome" de algumas agências), mas o que comecei a valorizar foi o atendimento. Impressionante como existem agências não dão a mínima pra quem está cotando! Os agentes deveriam ter consciência de que seus possíveis clientes estão fazendo um plano de mudança de vida enorme, investindo uma grana suada, e que medo e insegurança vão existir mesmo (e faz parte do processo), e assim, o diferencial pode estar numa atenção a mais dada para o pobre agoniado intercambista. Logo, o conjunto de preço e atendimento acabaram levando à minha escolha final. Descarreguei, durante uns 2 dias, DEZENAS de perguntas via Skype para a agente que mais se mostrou disponível, e todas foram prontamente respondidas.

Como bom mineiro que sou, vou revelar a agência apenas quando chegar na Irlanda e estiver tudo OK, pois do contrário vou xingar muito no Twitter vou falar mal também. Até agora está tudo relativamente tranquilo. É bom citar também que o que me ajudou bastante foi que nessa época (janeiro de 2015), houve um milagre uma queda repentina do euro, e dessa forma, dei um jeito de correr e fechar rápido. Após alguns dias de muitas perguntas e respostas, lá estava o contrato assinado, e os boletos gerados (pior parte, hehe).

Edit dia 17/05/15: Conforme prometido, vai aí a informação: fechei o intercâmbio com a agência Vital Intercâmbios. Tive um ótimo atendimento no momento inicial de tirar dúvidas, e mesmo após, na compra das passagens. Só senti a coisa sendo tratada meio "de qualquer jeito" com o passar do tempo. Tive notícias ruins, como a que eu não poderia ir para a residência estudantil na minha chegada (a agência arrumou um hostel pra que eu ficasse entre quarta e sábado), e boas, como ter alguém me recebendo na cidade, o que não havia sido combinado quando fechei o pacote. Tiveram vários desencontros de informações na minha mudança para a residência estudantil (e se não é o meu inglês e meu "se-virômetro" aqui seria só Jesus na causa), mas o balanço é esse: não foi péssimo, mas não esteve perto de ser ótimo também.

Houve, entretanto, uma dúvida nesse processo que ainda não entendi direito: algumas agências diziam que é obrigatório para conseguir o visto fazer no final do curso algum teste de proficiência, enquanto outras sequer citavam isso. Recebi até um arquivo do GNIB por uma das agências que comprovava isso, e assim, o que ficou no ar é que algumas delas não falam disso, e chegando na escola o aluno tem que desembolsar mais alguns bons euricos. Pra evitar qualquer problema, condicionei fechar com a agência que escolhi a "ganhar" o TOEIC, e acabei conseguindo. Além disso, eles iriam me receber no aeroporto de Dublin e me despachar colocar em um ônibus pra Galway, tudo isso na faixa! O X da questão é sempre negociar, Brasil!

Dessa forma, estavam garantidos: curso de 6 meses na Atlantic Galway (mais TOEIC), seguro governamental obrigatório, 2 semanas de acomodação em residência estudantil, recepção no aeroporto em Dublin, ônibus pra Galway e seguro saúde privado GTA Bronze (quem já sofreu com várias crises de cólica renal a ponto de ter que fazer duas cirurgias sabe que não dá pra contar com a sorte num momento de desespero dor por problemas de saúde).

Assim, mas um item da lista de coisas se fazer para o intercâmbio acontecer estava resolvido!


CONTINUA...

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Da teoria à prática! Parte 1




A partir do momento em que a ideia do intercâmbio tomou mais forma, precisei começar a avaliar o que seria necessário fazer pra sair da teoria e por a mão na massa pra fazer a coisa acontecer. Não lembro a data exata, mas isso foi entre Novembro e Dezembro de 2014. Minha situação naquele momento era: solteiro (recém-separado de uma relação não-oficializada de 2 anos), morando sozinho num apartamento minúuuusculo alugado, estudando inglês e prestes a concluir minha pós-graduação. A lógica era óbvia: iria me formar primeiro, já que faltava pouco, e precisaria voltar pra casa dos meus pais (e irmãos), já que a grana que eu economizaria com certeza me iria ajudar no intercâmbio. Depois de várias mudanças de planos, defini que o ideal seria fazer o intercâmbio em Maio de 2015, o que implicaria em morar por volta de 6 meses com a família novamente.

Tenho pra mim que a decisão de "voltar pra casa" é sempre um tanto complicada porque, na minha situação, por mais que houvesse uma relação muito boa com minha família e soubesse que certamente me apoiariam nessa "volta temporária", acho que ninguém decide sair da casa dos pais pra voltar depois de um tempo. Receio? Orgulho? Medo? Veja hoje no Globo Repórter Sinceramente não sei. Acho que um misto de tudo. Além disso tudo, havia a comodidade de morar sozinho, que seria difícil abrir mão. Mas como comodidade, se morando sozinho você tem que cuidar de tudo??? Bom, realmente tem, mas poder fazer o que quiser, na hora que quiser e do jeito que quiser é algo realmente MUITO bom, uma experiência que recomendaria a todos pelo menos por um tempo. Nos 8 meses aproximadamente em que vivi nessa situação, até pela quantidade de afazeres, raramente me senti de fato sozinho e abandonado (por conta de trabalho, aula de inglês, pós duas vezes na semana, cuidar das coisas de casa, não sobrava muito tempo pra ficar "depressando"). Como morava relativamente próximo da minha família, e os visitava semanalmente, não haviam problemas com saudade. Visitas de alguns amigos também afastavam o "espírito da solidão" (apesar de desconfiar que convivo bem com ele, rs).

Mas no final das contas, a volta pra casa foi o que precisou acontecer. Assim que minhas aulas terminaram (na verdade no dia seguinte), comecei a desfazer das minhas coisas e preparar o "De volta pra minha terra" retorno pra casa dos meus pais. Confesso que foi um pouquinho chato abrir mão do que eu havia conquistado à duras penas nos últimos anos, mas também não sou lá de muito apego e nostalgia, ainda mais quando é para um objetivo futuro "maior".

Como já é de se imaginar, o período inicial de adaptação na volta foi estranho, já que fica aquela situação "é-minha-casa-mas-não-é", mas com o tempo as coisas foram se encaixando. Voltar a dividir quarto, compartilhar banheiro e uma casa em geral foi meio assustador, mas tentei encarar aquilo até como uma preparação para o fim de uma vida menos individualizada fatalmente existente no intercâmbio (tomadas as devidas proporções, óbvio!).

Passar por toda essa mudança com o intuito de salvar grana foi de fato necessário e primordial nesse processo todo. O primeiro item da prática foi (e está) sendo concluído com sucesso!


CONTINUA...

terça-feira, 14 de abril de 2015

A mini-maratona do passaporte




É impressionante o quanto algumas coisas aparentemente simples podem acabar se mostrando mais complicadas quando menos se espera! Meu processo pra tirar o passaporte começou antes mesmo de ter decidido ir pra Irlanda, mas como eu já sabia que o intercâmbio iria acontecer de qualquer forma, tratei de tentar adiantar pra o quanto antes (isso foi no final de outubro de 2014). O procedimento, como muita gente sabe, não é lá muito complicado: você entra no site da polícia federal, preenche um formulário, gera um boleto (DARF) e depois agenda a ida ao local pra efetivamente fazer o bendito documento.

Fiz esses passos todos em menos de uma semana, e consegui marcar a ida no UAI (uma das opções de lugar pra se obter o passaporte aqui em BH) pra meados de novembro, até aí tudo bem. Conferi alguns dias antes quais documentos deveria levar, e como já sabia que meu RG estava completamente detonado, vi que poderia usar minha carteira de habilitação como comprovante de identidade. O porém foi que, chegando no local no dia agendado, lá estava eu empolgado pra dar o primeiro passo do intercâmbio, quando um homem que faz a "pré-checagem" da documentação que as pessoas levam (antes de chamar pra efetivamente "fazer" o passaporte) me perguntou se eu tinha outro documento de identificação, já que minha CNH não valeria, pois era do modelo antigo (só depois fui reparar no site um asterisco explicando isso, ou seja, também foi desantenção minha...). Fiquei MUITO puto na hora, já que não conseguia achar sentido naquilo, e o que o "senhor" me explicou era que nesse modelo não estava detalhado meu nome, local de nascimento e foto AO MESMO TEMPO. O que é estranho é que o certificado de reservista, por exemplo, contém as três coisas, mas simplesmente "não serve" como documento de identificação, segundo me informaram. :'(

Tive que colocar o rabo entre as pernas e simplesmente desistir de fazer o documento nesse dia (e todo mundo sabe que conseguir agendar isso não costuma ser fácil). Só consegui remarcar pro início de janeiro de 2015, ou seja, daí a 2 meses mais ou menos. A sorte é que não tinha tanta pressa pra resolver isso, porque senão...

Já em 2015, no dia agendado, segui o conselho de um amigo e levei uma pasta de documentos necessários, e uma dos "não-necessários". Como documento de identificação dessa vez levei minha carteira de trabalho, mas pasmem: precisei apresentar minha CNH do mesmo jeito, além de até minha certidão de nascimento  ter sido solicitada (?!), mas por sorte estava na segunda pasta.

Depois disso, só precisei mesmo confirmar os dados que já havia preenchido no formulário do site, tirar uma foto na hora não estava preparado psicologicamente pra isso no momento, e aguardar o aviso de que o passaporte já teria saído do forno. Próximo da data estimada, recebi um e-mail (!!!) avisando que já poderia retirá-lo, e pra pegar depois não tive problemas. Mas a moral da história é: nunca conte que Murphy não irá dar as caras, pois é aí que ele aparece...