Flag of Great Britain Flag of Brazil

domingo, 10 de janeiro de 2016

Retrospectiva 2015


Minha vida tem andado tão de cabeça pra baixo que só agora deu tempo de escrever uma retrospectiva. Mas ainda vale, né?

Eu nem estava muito empolgado a escrever sobre isso, porque tem tanta coisa acontecendo, e de fato a mudança de ano me pareceu a menor delas. Além disso, boa parte do que me aconteceu em 2015 está relatada aqui. Ainda assim, acho justo fazer um balanço do ano de maior novidades e mudanças na minha vida.

É engraçado lembrar - voltando um pouco mais - que no Natal de 2014 eu tinha acabado de voltar a morar com meus pais e irmãos depois de ter me desfeito literalmente de toda a minha "antiga" vida, já com o propósito de salvar grana pra vir pra Irlanda. Avançando um pouco, em Fevereiro pude viajar com toda a minha família (além de primos e amigos) pela primeira vez, e passamos momentos ótimos na região dos lagos, no Rio de Janeiro, torrando no Sol literalmente, pois uma noite não dormi, com queimadura nas costas, coisa que, apesar de tudo, eu adoro.

Depois disso foi basicamente contar os dias pra poder sair do meu antigo trabalho (uma das minhas maiores alegrias dos últimos tempos), o qual eu realmente fiz, contando quanto tempo faltava igual a um presidiário.

Esse calendário ficava na minha mesa, no trabalho, e eu fui riscando mês a mês até dar tchau.

Depois disso, veio a Irlanda, e tudo o que aconteceu aqui. Dos primeiros momentos tendo que usar inglês, dos dias meio assustadores no hostel que fiquei, seguidos de uns bons momentos de solidão na residência estudantil que fiquei inicialmente. E aí a escola, os amigos, os housemates, as nacionalidades. Passei a viver uma vida onde a cada momento uma coisa nunca vivida antes acontecia. Tudo era novo, e tudo ou quase tudo era motivo de aprendizado e admiração.

Passei a conviver com pessoas muito diferentes, mas ao mesmo tempo percebi que afinidades e semelhanças são possíveis de se encontrar independente de onde uma pessoa nasce. Mas também não dá pra deixar de lado os inúmeros choques culturais, mas tudo desagua em mais aprendizado.

Passei também a viver uma vida mais desacelerada, mas engraçado que em aproximadamente 7 meses eu raramente me senti num completo ócio, e de uma forma ou de outra me mantive ocupado (até fazendo trabalho voluntário no meio da lama). Mesmo estando em Galway.

E Galway. Ah, Galway. Cidade que eu tive paixão à primeira vista ainda que essa vista signifique uma busca no Google, mas que provou ser mais fria - e ainda mais bonita - do que eu esperava. Mesmo sendo compacta, foi suficiente pra que eu vivesse momentos que ficarão pra sempre na minha memória, por mais clichê que isso possa parecer.

Houveram ainda viagens. Algumas pela Irlanda, e outras pela Europa. A vontade de desbravar novos lugares e conhecer o que antes parecia inalcançável só cresce a cada novo local visitado. E particularmente pra mim, fazer isso acompanhado de amigos foi ainda mais legal.

E além de toda a diversão, vieram ainda momentos do lado profissional. O primeiro foi poder iniciar o curso na área que planejei, e que acabou sendo um dos motivos de ter escolhido a Irlanda. Fiquei ainda mais contente ao ver que conseguia entender o que o professor explicava, já que era oficialmente meu primeiro contato mais recorrente com nativos.

E além disso, houve também a questão do emprego. Desde as várias oportunidades pra ainda trabalhar na área de desenvolvimento de software (que eu não queria mais), dos incontáveis recrutadores que ligavam e desconversavam após saber que eu não tinha passaporte europeu até as entrevistas frustradas (mas que acabaram sempre me ensinando algo pra usar na próxima). E depois de tudo isso, consegui algo que nem nos meus mais loucos sonhos há um ano atrás conseguiria imaginar: uma oportunidade de trabalho na Irlanda, e num cargo que poderá me guiar a ser exatamente o que eu queria!

Terminei o ano passando o Natal com meus amigos na casa de um suíço (tema do próximo tópico), reunido com toda sua família. Considerando uma daquelas coincidências bobas da vida, foi engraçado passar essa data na Suíça, praticamente um ano após ter saído da casa onde eu morava sozinho, num bairro de BH chamado Nova Suíça.

O réveillon foi comemorado em Galway. Viramos o ano fazendo o que de mais fizemos no nosso período juntos ao longo de 2015: cozinhando e brincando. Acredito que não volto mais à Galway por algum tempo, uma vez que meus amigos já estão retornando pros seus países (e ter uma morando aqui em Dublin).

Olhar para 2015 pra mim significa basicamente ver um longo e contínuo aprendizado. E, uma vez que tenho isso como o principal lema na minha vida, eu não poderia estar mais realizado. Mas agora é olhar pra frente. 2016 já começa com desafios, e esse é outro lema que eu adoro!


Feliz 2016!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário